27 de agosto – DIA DO PSICÓLOGO

“Uma boa terapia pode ser uma arma poderosa para solucionar a maior parte dos problemas psicológicos das pessoas.”

(Albert Ellis)

Dia_do_Psicologo

O Dia do Psicólogo é comemorado anualmente em 27 de agosto no Brasil. Esta data celebra o profissional da área da saúde responsável por estudar e orientar o comportamento humano, lidando com os sentimentos, traumas e crises das pessoas. A profissão foi regulamentada através da Lei 4.119 em 1962.

O Conselho Federal de Psicologia – CFP é uma autarquia de direito público, com autonomia administrativa e financeira, cujos objetivos, além de regulamentar, orientar e fiscalizar o exercício profissional, como previsto na Lei 5766/1971, regulamentada pelo Decreto 79.822, de 17 de junho de 1977, deve promover espaços de discussão sobre os grandes temas da Psicologia que levem à qualificação dos serviços profissionais prestados pela categoria à sociedade. Órgão central do Sistema Conselhos, o CFP tem sede e foro no Distrito Federal e jurisdição em todo o território nacional. O CFP tem site com mais informações sobre a profissão entre outras informações através do www.cfp.org.br.

O Conselho Regional de Psicologia de Pernambuco- 2ª Região (CRP-02) também é uma Autarquia de Direito Público, que tem a finalidade de orientar, disciplinar, fiscalizar e regulamentar o exercício da profissão de psicóloga/o. É também atribuição do Conselho zelar pela fiel observância dos princípios éticos e contribuir para o desenvolvimento da Psicologia como ciência e profissão. Em Pernambuco, o Conselho Regional também foi instalado em 27 de agosto de 1974, na cidade de Recife, o CRP-02 atualmente possui três sub-sedes nas cidades polos de Petrolina (Sertão do São Francisco), Garanhuns (Agreste Meridional) e Caruaru (Vale do Ipojuca). O conselho tem informações úteis no site: http://www.crppe.org.br.

Psicologia é uma ciência que contribui na análise do comportamento e da mente humana em diversas perspectivas teóricas. As atividades e projetos da Supere Psicologia são direcionados na terapia cognitivo comportamental (TCC), uma abordagem sistemática, diretiva, busca resultados, interativa e motivadora. Os princípios são: 1) Reestruturação cognitiva, 2) Desenvolvimento de habilidades, 3) Desenvolvimento da capacidade de resolver problemas.

Na perspectiva histórica da abordagem foi dividido em ondas de fundamentação teórica para atender as demandas humanas. A primeira onda, ocorrida nos anos 50, caracteriza-se como a terapia comportamental clássica e a modificação do comportamento. A psicoterapia comportamental nessa época, seguia as bases do modelo pavloviano, com técnicas de exposição à estímulos e dessensibilização sistemática (controle respondente, basicamente), por exemplo.

A modificação do comportamento já era feita com base em uma análise de contingências nas quais o sujeito estava envolvido e das quais seus comportamentos eram função, ou seja, já era operada por um sistema de “recompensas” (controle operante, basicamente).

A primeira onda recebeu críticas. As principais são as de que a terapia comportamental era ofensiva à liberdade pessoal do homem, que era uma psicoterapia superficial e que só atenderia problemas simples, ou seja, desqualificava o ser humano e a problemática que ele apresentava, além de não contemplar a complexidade das ditas “funções mentais” superiores e da linguagem.

A segunda onda se caracteriza pela revolução cognitivista que marcou os anos 60. Há uma abordagem mais racionalista, onde se elucida a reestruturação cognitiva (crenças) e a terapia cognitivo-comportamental se torna forte. A terapia racionalista foi proposta por Beck e Ellis. O paradigma dessa terapia é o seguinte: A -> B -> C, sendo A = Ambiente, B = Crenças, C = Comportamentos, sentimentos, etc.

Segundo eles, o modo como o ser humano pensa é que determina como ele se comporta. E, entretanto, a terapia cognitivo-comportamental, assim como a terapia comportamental pura, procura ser uma teoria científica.

Na segunda onda, no Brasil, não teve a mesma repercussão vista em outros lugares do mundo. A terapia cognitiva-comportamental teve vários motivos para se instalar com tanta força e uma delas é a crítica à análise do comportamento verbal proposta por Skinner. Devido a essa falta de força dela aqui no Brasil, comparado ao resto do mundo, os analistas do comportamento avançaram em relação aos estudos na área do Comportamento Verbal (que ainda é uma área negligenciada, se me permitem a opinião pessoal) e também da equivalência de estímulos.

A terceira onda são as chamadas terapias contextualistas. Isso implica que a terapia depende de contextos. Entre elas destacam-se:

  • ACT: Terapia de Aceitação e Compromisso (proposta por Hayes – Teoria dos Quadros Relacionais). Ela tem como objetivo criar flexibilidade psicológica, ou seja, aceitar eventos privados que são desagradáveis para manter ações que são importantes e valorizadas pelo indivíduo para que ele tenha uma vida mais significativa.
  • FAP: Psicoterapia Analítica Funcional (proposta por Kohlenberg e Tsai) que tem como “base” consciência, coragem, amor e Behaviorismo.O foco principal da FAP é a relação terapêutica, onde são valorizadas as contingências da sessão, onde ocorre a modelagem de comportamentos em sessão e o reforçamento natural de comportamentos assertivos apresentados pelo cliente.
  • DBT (Terapia Comportamental Dialética, proposta por MarshaLinehan). Essa é uma terapia desenvolvida para o tratamento do transtorno Borderline, que é considerado como uma vulnerabilidade em relação ao ambiente invalidante (punitivo/estressor) que o sujeito está inserido. O tratamento se dá através da orientação e compromisso por parte dos envolvidos e muitas estratégias de tratamento podem ser paradoxos, metáforas, a confrontação para conseguir a extinção de padrões rígidos de comportamento, buscando a validação, a análise comportamental, a solução de problemas.

Na minha trajetória profissional, sempre busquei a prática para construir meu próprio estilo de atuação diante dos princípios que acredito. Iniciei como estagiário no 4º período de psicologia na Clínica Aplicada da Psicologia ligada ao CEPPA aplicando testes psicológicos para quem precisava da habilitação para dirigir. Uma experiência muito boa com Janeide, Ana Lucia e Francisco.

Posteriormente com a psicologia educacional, no setor de psicologia do IFPE na cidade universitária.  Um orgulho ter sido estagiário de Ivalda Marinho, Betânia e Kenio. Oportunidade de colaborar em treinamento, estudo de caso, orientação profissional e de estágio, entre outras.

Em seguida comecei a investir na área organizacional com Zenaide Lima, no estágio na consultoria pude dar treinamento de relações humanas num curso para vigilantes, avaliação psicológica para sanidade mental e para o Detran. Já concluindo o curso, fiz estágio em Valença & Associados – Aprendizagem Organizacional, no núcleo de Desenvolvimento de Competências e Pesquisa Qualitativa atendendo e dando suporte nos atendimentos aos clientes pelo Brasil. Fiz curso de consultoria e diversas atividades de análise do comportamento com Valença e equipe Neide Samico, Margarita Bosch, Edson Cabral, João Gratuliano, Ana Clara Vinhas e os colegas estagiários. Saudades!

Com experiência no CDG em estudos de dinâmica de grupo com Sônia Pinto e oportunidade de ministrar aulas em faculdade pode também me realizar ensinando graduação e pós-graduação na FASETE em Paulo Afonso e em faculdade em Recife e Jaboatão dos Guararapes. Atuação em oficinas de desenvolvimento de habilidades e aulas como professor foram experiências enriquecedoras.

Paralelamente comecei a investir na psicologia clínica na abordagem cognitivo comportamental, atualmente com 10 anos de experiência em consultório colaborando na vida dos clientes para que eles tenham qualidade de vida e construam a felicidade, a resiliência e regulação emocional. Hoje como diretor da Supere Psicologia e Consultoria, com equipe de profissionais parceiros posso ajudar também em aperfeiçoamento profissional com cursos e eventos na área de educação e saúde. Minhasreferênciasem psicoterapia são a TREC – Terapia racional emotiva comportamental através do Albert Ellis e a Terapia dos Esquemas Emocionais do Robert Leahy. Sinto-me realizado e orgulhoso com a minha profissão de psicólogo! Viva a psicologia!

Alessandro Rocha
alessandro@superepsicologia.com.br
Psicólogo Clínico e Organizacional
Psicoterapeuta Cognitivo-Comportamental
Psicoterapia EMDR
Mestre em Educação para o Ensino em Saúde – FPS/IMIP
Sócio e Diretor da Supere Psicologia e Consultoria em Recursos Humanos
Membro da Assoc. Terapia Cognitiva de PE e da Federação Brasileira Terapia Cognitiva
Consultor em Recursos Humanos, Aprendizagem Organizacional e Mediação da Aprendizagem

CFP.www.cfp.org.br
CRPPE. http://www.crppe.org.br
Dornelles, V. G., &Sayago, C. W. (2015).Terapia Comportamental Dialética: Princípios e bases do tratamento. In P. Lucena-Santos, J. Pinto-Gouveia, & M. da S. Oliveira (Orgs.), Terapias Comportamentais de Terceira Geração: Guia para profissionais (p. 440–473). Novo Hamburgo / RS: Sinopsys.
Passos, Jonatas. As terapias comportamentais: um mar de siglas, ondas, concordâncias e discordâncias. 2016. Link http://www.comportese.com/2016/03/terapias-comportamentais. Acesso em 23/08/2017.

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