LIDERANÇA EFICAZ

LIDERANÇA EFICAZ

“Nosso modo de observar o mundo, constitui o limite da nossa capacidade de ação efetiva” (Chris Argyris)

A liderança Eficaz e o(s) modelo(s) que carregamos: Quem somos? Como nos vemos? Como a Ciência da Ação nos classifica?

Na Ciência da Ação, estudamos 4 modelos de pessoas, digamos assim, sejam líderes ou não. Claro, quando falamos de organizações, tratamos tais modelos enquanto líderes. Temos, então, o Modelo 1, que é aquele líder autoritário, do ‘manda quem pode e obedece quem tem juízo’ (ou, no mundo das empresas, ‘quem tem contas a pagar’), sem permissão para o diálogo, sem a escuta apreciativa, sem trocas nem feedbacks. Em algum momento, este líder é eficaz, como um técnico de futebol, por exemplo, que precisa ser enérgico no comando do seu time. Mas, em longo prazo, a eficácia vai ao chão, e o fracasso é certo.

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O segundo modelo é chamado de Oposto ao Modelo 1, que é aquele líder (aquela pessoa) fingido, manipulador, que faz de conta que gosta dos seus liderados, que barganha, que protege para ser protegido, que atua pelas costas, digamos assim. É o pior dos modelos, pois, no primeiro caso, mesmo agindo com abuso de autoridade, as pessoas sempre sabem com quem estão lidando, enquanto que este modelo é uma incógnita e nunca se sabe como agir diante dele, pois não inspira confiança.

O terceiro modelo é chamado de Modelo 2, que é aquela pessoa (líder) democrática, que escuta apreciativamente, que promove o feedback, que não impõe julgamentos, mas, sim, investiga, testa os pressupostos, que compartilha do diálogo franco, aberto, confiável, que busca os objetivos comuns, que parceiriza com seus liderados, que se preocupa com as pessoas e com o ambiente comportamental, que busca compreender suas escolhas. Pensamos às vezes que este modelo não existe, que é utópico. Mas a história nos revelou muitos deles ao longo do tempo: Jesus, Gandhi, Buda, Madre Tereza de Calcutá, Princesa Diana… E, mais perto de nós, observamos o Padre Cícero, Dom Hélder Câmara, Frei Damião, o Papa Francisco… Além dos anônimos por aí espalhados. Há muitos modelos 2 dentre os mortais, também, graças a Deus. Conheço muitos, convivi e aprendi com eles por mais de vinte anos e sigo aprendendo, não apenas porque seus ensinamentos seguem comigo, mas porque eles seguem se autoavaliando, se melhorando… e me inspirando…

Há ainda um quarto modelo, chamado de Modelo Híbrido, que é aquele considerado intermediário, de alguém que está passando por uma mudança, que deseja sair do Modelo 1 ou do Oposto a este, que sente a necessidade de ser uma pessoa melhor, de ser um líder mais democrático, de desenvolver sua escuta e olhar apreciativos, que busca ser mais empático com o outro. Um exemplo deste modelo pode ser observado no filme chamado Um Golpe do Destino (The Doctor), que o aborda perfeitamente e é uma grande lição para quem sente a necessidade de se promover mudanças. A vida nos sinaliza, muitas vezes, a necessidade de mudanças, mas nem sempre estamos atentos aos seus sinais. Em outros momentos, ela nos impõe que mudemos… e dolorosamente, até…

E o que rege todos estes modelos? O quê os diferencia? Os valores, as práticas sociais, o mundo comportamental (ou seja, o ambiente no qual estão inseridos), a cultura e conduta humana de cada um. Por que o Modelo 1 tem sucesso, mas não o sustenta por muito tempo? Por que o Oposto ao Modelo 1 se imagina o tempo todo sendo eficaz, enquanto que a sua eficácia dura apenas os instantes de suas ações? O que acontece a estes dois é que eles mudam apenas as suas estratégias de ação, e não os seus valores.

E o que pode levar o Modelo Híbrido a ser eficaz e eficiente de modo mais permanente, podendo até se transformar no Modelo 2? A sua vontade de rever e mudar os seus valores.

É fato que no mundo em que vivemos está cada vez mais difícil encontrar um Modelo 2 em quem se espelhar, mas eles existem, sim. Se você conhece alguém que tem escuta apreciativa, permite o diálogo, o teste dos pressupostos, gera confiança, promove o feedback, e está sempre se permitindo ser avaliado, esteja certo de que é alguém que age com a mais positiva das virtudes de um bom líder/pessoa, que demonstra humildade e a importância da autorreflexão, que deve ser o nosso exercício diário. Com certeza, é alguém que caminha em direção a um Modelo mais eficaz de pessoa e, consequentemente, de líder.

Torçamos para que estes se multipliquem… e nos inspirem a trilhar a mesma direção.

A Supere Psicologia estará sempre do seu lado.

 

Ediane Souza

Consultora em Gestão Educacional e Trabalhos Científicos

dianemano2004@yahoo.com.br

www.superepsicologia.com.br

 

Valença, Antonio Carlos. Eficácia profissional. Qualitymark Editora Ltda, 1997.

Schön, Donald A. Educando o profissional reflexivo: um novo design para o ensino e a aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2007.

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