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Cleptomania: prazer ou sofrimento?

A cleptomania é um tipo de transtorno psiquiátrico caracterizado pela necessidade de roubar objetos (Ey, 1969). No DSM – V, ou a CID-10, a cleptomania é classificada como o transtorno do controle dos impulsos e de conduta, onde a pessoa apresenta dificuldade em gerir o seu autocontrole das emoções e do comportamento. É considerada também, uma impulsividade diferente da compulsão e uma diferença entre o roubo intencional. Indivíduos que possuem o transtorno psiquiátrico de cleptomania se comportam no ato do roubo sem conseguir controlar a impulsividade causando perigo ou dano, com sentimento prazeroso durante o ato como também na realização após o evento. Esse transtorno psiquiátrico é raro e ocorre em aproximadamente 0,3-0,6% da população. Sinais podem ser identificados na fase entre a infância mediante as experiências iniciais e a adolescência como também por fatores genéticos. A cleptomania também tem sido associada a uma menor qualidade de vida e atinge pessoas independente de classe social causando de forma negativa propensão a conseqüências bastante constrangedoras. Após o ato de roubar, o sujeito descarta o produto, presenteia alguém ou chega até acumular o produto sem necessidade de utilizá-lo com sentimento angustiante de vergonha ou culpa. Pessoas que possuem a cleptomania, também passa pela angustia de não ser compreendida pela família e a sociedade, pois ainda existem vários preconceitos pela intolerância em conhecer e identificar o transtorno e que muitas vezes se sentem inibidas no campo da afetividade. O roubo patológico se apresenta muitas vezes na adolescência tanto no homem quanto na mulher. Muito embora, na mulher também apresenta de forma mais clara na fase adulta.  A literatura científica ainda não possui relatos de aprovação de medicamento específicos para a cleptomania. Muito embora, artigos apontam uma variedade de medicamentos farmacológicos como antidepressivos com ação serotoninérgica ou estabilizadores de humor que contribui para a resposta do paciente mantendo o controle da impulsividade quando passado pelo psiquiatra. A terapia cognitiva comportamental também é indicada para melhora do paciente através do acolhimento empático e colaborativo através da psicoeducação e fazendo que a pessoa entre em contato de suas próprias emoções com mais qualidade de vida.  A Equipe da Supere Psicologia está sempre ao seu lado!   Flávio Minervino flaviosilva2403@hotmail.com Estudante de Psicologia FAFIRE Referências Abreu, C., Tavares, H. & Cordas, T. (2007). Manual clínico dos Transtornos do Controle dos Impulsos. Porto Alegre: Artmed. American PsychiatricAssociation. Manual Diagnóstico e Estatísticodos Transtornos Mentais (DSM-IV). 4 ed. Porto Alegre: ArtesMédicas; 1994. EY, H.; P. BERNARD, P.; BRISSET, C. Tratado de psiquiatría. Barcelona: Toray-Masson, 1969. P. 362. RIBEIRO, Otacílio José. Cleptomania: quem roubou o meu afeto. Reverso, Belo Horizonte , v. 38, n. 72, p. 39-44, dez. 2016 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-73952016000200005&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 08 nov. 2017. Grant JE, Kim SW. Quality of life in kleptomania and pathological gambling. Compr Psychiatry. 2005;46:34-7. KIM, Hyoun S. et al . Impairments of kleptomania: what are they?. Rev. Bras. Psiquiatr., São Paulo , v. 39, n. 3, p. 279-280, Sept. 2017 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462017000300020&lng=en&nrm=iso>.access on 08 Nov. 2017.

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Quando o Jogo se torna um vício

Jogo Patológico Jogo patológico é um transtorno psiquiátrico advindo de fatores da personalidade. Existe uma relação no campo de pesquisas com dependência de substancias, onde as sensações são descritas como similares ao uso de pessoas com dependência de droga (Holden, 2001).  Na literatura, alguns autores consideram como uma relação com o transtorno obsessivo compulsivo. Na área da neuropsicologia, existe uma grande relação com a alteração da atenção. Para o DSM-IV, esse transtorno psiquiátrico está classificado a transtornos de controle de impulsos.  Para entendimento de forma clara, trazemos a diferença entre o normal e o patológico sobre esse transtorno. Existe uma grande diferença para um jogador social e um jogador que seja de ordem patológica. O jogador social mantem um controle ao parar de jogar independentemente se estiver ganhando ou perdendo, como também não há influencias em sua auto-estima quando deposita suas esperanças no jogo. Diferente do jogador social, o jogador de ordem patológica possui uma impulsividade de forma alterada para jogar de forma compensatória onde muitas vezes a depender do resultado do jogo eles acabam se sentindo superiores e importantes sem dar conta das suas emoções. Para Tavares, 2000 esta forma compulsiva de jogar está relacionada à fuga de sentir sensações e emoções desagradáveis ao longo do desenvolvimento na construção da personalidade e de cada pessoa, as vezes mantendo uma angustia e sintomas de ansiedade. Mediante os problemas que esse transtorno pode causar, Shaffer, Hall e Vander Bilt (1999), criaram uma classificação do impacto que o jogo poderia causar: Nível 0: pessoas que não praticam qualquer tipo de aposta. Nível 1: pessoas que praticam alguma forma de apostar com freqüência variada, mais não apresentam problemas decorrentes do jogos de azar. Nível 2: pessoas que jogam e apresentam problemas decorrentes da apostas, mas que ainda não preenchem todos os critérios para a formulação do diagnóstico de jogo patológico. Nível 3: engloba jogadores patológicos, sendo o nível mais grave quanto á ocorrência de problemas decorrentes do jogo. CANTILINO & MONTEIRO (2017) destacam que em nossa sociedade, existe uma grande oscilação ao longo do tempo entre os níveis 2 e 3, o que traz prejuízo recorrente para vida pessoal, econômica familiar e socialdevido a realização da aposta e o seu resultado que influencia também o uso de álcool. Os tipos de jogos destinam-se a: Máquinas de bingo, jogos de cassino, loterias e jogo do bicho. Sendo assim, a dificuldade de lidar com as emoções negativas ou frustrantes, gera no jogador compulsivo a busca de chegar a vitória. Muitas vezes esses jogadores chegam a busca de tratamento na clinica devido a orientação da família, muito embora quando chega ao estado crítico de socorro, faz-se necessário a família ter conhecimento do caso para identificar a problemática e prevenir ou promover um prognóstico favorável através da psicoeducação e tratamento estabelecido pelo psicólogo na perspectiva cognitivo comportamental. A Supere Psicologia desenvolve habilidades e ensina meios de regulação emocional. A Equipe da Supere Psicologia está sempre ao seu lado! Flávio Minervino flaviosilva2403@hotmail.com Estudante de Psicologia FAFIRE   Referências Abreu, C., Tavares, H. & Cordas, T. (2007). Manual clínico dos Transtornos do Controle dos Impulsos. Porto Alegre: Artmed. American PsychiatricAssociation. Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-IV). 4 ed. Porto Alegre: Artes Médicas; 1994. CANTILINO, Amaury; MONTEIRO, Dennison Carreiro. Psiquiatria clínica: Um Guia para Médicos e Professores de saúde Mental. 1 ed. Rio de Janeiro: Medbook, 2017. 496 p. Holden, C. (2001). “Behavioral” addictions: do they exist? Science, 294(5544), 980-982. Tavares H. Jogo patológico e suas correlações com o espectro impulsivocompulsivo. Tese de Doutorado. São Paulo: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 2000.

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Depressão na Terapia Cognitivo-Comportamental

A depressão é um dos transtornos psiquiátrico mais comuns e constitui um grande problema de saúde pública que priva a vida de significado e alegria e pode até matar.(Knapp,2004). Ela é uma constelação de diferentes pensamentos,sentimentos,comportamentos e experiências. Apresenta sintomas de sentimentos de inutilidade,dificuldade de concentração, fadiga,insônia, falta de apetite, etc. A maioria das pessoas deprimidas pode ser ajudada com a terapia cognitiva comportamental, que auxilia a mudar a forma como você pensa (suas cognições) e o que faz (seu comportamento). Desta forma, essa abordagem tem se mostrado eficaz a ensinar às pessoas a como testar seus pensamentos negativos através da revisão de todas as informações em suas vidas – positivas e neutras, bem como as negativas. As distorções cognitivas, compreendidas como erros sistemáticos na percepção e no processamento de informações, ocupam lugar central na depressão. As pessoas com depressão tendem a estruturar suas experiências de forma absolutista e inflexível, o que resulta em erros de interpretação quanto ao desempenho pessoal e ao julgamento das situações externas.As distorções cognitivas mais comuns nos pacientes deprimidos foram observadas por Beck et al. como um sistema tipológico e, dentre elas, encontram-se a inferência arbitrária (conclusão antecipada e com poucas evidências), abstração seletiva (tendência da pessoa a escolher evidências de seu mau desempenho), supergeneralização (tendência a considerar que um evento ou desempenho negativo ocorrerá outras vezes) e personalização (atribuição pessoal geralmente de caráter negativo). Uma série maior de distorções é descrita por Beck e outros. As distorções decorrem de regras e pressupostos, que são padrões estáveis adquiridos ao longo da vida do indivíduo com depressão. Essas regras e crenças são sensíveis à ativação de fontes primárias como o estresse e frequentemente levam a estratégias interpessoais ineficazes. Aplicação da terapia cognitiva da depressão é um processo de tratamento que ajuda os pacientes a modificarem crenças e comportamentos que produzem certos estados de humor. As estratégias terapêuticas da abordagem cognitivo-comportamental da depressão envolvem trabalhar três fases: 1) foco nos pensamentos automáticos e esquemas depressogênicos; 2) foco no estilo da pessoa relacionar-se com outros; e 3) mudança de comportamentos a fim de obter melhor enfrentamento da situação problema. As sessões iniciais são também dirigidas à definição dos problemas dos pacientes, elaborando-se a conceituação cognitiva ou formulação do caso. Nessas sessões, o terapeuta ajudará o paciente a identificar: 1) as crenças disfuncionais específicas associadas à depressão; 2) as distorções cognitivas mais comuns e a caracterização dos pensamentos automáticos; 3) as reações fisiológicas, emocionais e comportamentais consequentes aos pensamentos; 4) que comportamentos foram desenvolvidos para enfrentar as crenças disfuncionais; e 5) como as experiências anteriores têm contribuído na manutenção das crenças do paciente. A seguir, uma vez que o paciente tenha conhecimento sobre os fatores mantenedores do comportamento depressivo, serão aplicadas nas sessões intermediárias técnicas que auxiliem o paciente no manejo dos sintomas. As sessões finais de terapia são destinadas à avaliação dos ganhos na terapia e à prevenção de recaída. A melhora do paciente pode ser fornecida como recurso para o enfrentamento de novas situações que incluam perdas e adaptações a novas situações-problema. Desde o início, destacar que a terapia tem tempo limitado, desmistificar o processo terapêutico relacionando-o com a identificação dos pensamentos, seus questionamento e reestruturação, aumentar a confiança do paciente a partir de seus ganhos e solicitar progressivamente o papel ativo do paciente são recursos que facilitam também o processo para finalização da terapia e gerar confiança no paciente para dar prosseguimento à vida. Nadja Lúcia Guimarães Psicoterapeuta Cognitiva Comportamental contato@superepsicologia.com.br POWELL, Vania Bitencourt et al. Terapia cognitivo-comportamental da depressão. 2008. KNAPP, Paulo. Princípios fundamentais da terapia cognitiva. Terapia cognitivo-comportamental na prática psiquiátrica, p. 19-41, 2004.

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10 de setembro – DIA MUNDIAL DE PREVENÇÃO DO SUICÍDIO

A prevenção do suicídio é um termo usado para as tentativas coletivas de organizações institucionais, psicólogos e pessoas envolvidas com a saúde, para reduzir a incidência de suicídio. Esses esforços englobam medidas preventivas e pró-ativas nos campos da medicina e da saúde mental, bem como da saúde pública, uma vez que o suicídio não é apenas visto como uma questão de saúde física ou mental. Fatores de risco Outros fatores importantes que deveriam ser considerados, pois seriam mais comuns entre aqueles que tentam suicídios. Planejar o suicídio; Acesso ao método de suicídio; Tentativas anteriores (as duas semanas após a tentativa é que tem mais risco); Eventos estressores recentes (como perda do emprego, morte de ente querido, desastres naturais, guerras, diagnóstico de doença e divórcio); Idade entre 13 e 19 anos (35% dos adolescentes brasileiros entre 13 e 19 anos tem ideação suicida) ou depois dos 65; Rede de apoio social restrita (poucos amigos e cuidadores). Nível sócio-econômico e nível educacional baixos; Traumas, tais como abuso físico e sexual; Baixa auto-estima e desesperança; Questões de orientação sexual (tais como homossexualidade e transsexuais); Pouco discernimento, falta de controle da impulsividade, e comportamentos auto-destrutivos; Poucos recursos (cognitivos, materiais, funcionais e sociais) para enfrentar problemas; Doença física (como HIV) e dor crônica; Exposição ao suicídio de outras pessoas. Mitos sobre o comportamento suicida Erros e preconceitos vêm sendo historicamente repetidos, contribuindo para formação de um estigma em torno da doença mental e do comportamento suicida. O estigma resulta de um processo em que pessoas são levadas a se sentirem envergonhadas, excluídas e discriminadas. A tabela abaixo ilustra os mitos sobre o comportamento suicida. O conhecimento pode contribuir para a desconstrução deste estigma em torno do comportamento suicida. Mitos sobre o suicídio Mitos Verdades O suicídio é uma decisão individual, já que cada um tem pleno direito a exercitar o seu livre arbítrio. FALSO. Os suicidas estão passando quase invariavelmente por uma doença mental que altera, de forma radical, a sua percepção da realidade e interfere em seu livre arbítrio. O tratamento eficaz da doença mental é o pilar mais importante da prevenção do suicídio. Após o tratamento da doença mental o desejo de se matar desaparece. Quando uma pessoa pensa em se suicidar terá risco de suicídio para o resto da vida. FALSO. O risco de suicídio pode ser eficazmente tratado e, após isso, a pessoa não estará mais em risco. As pessoas que ameaçam se matar não farão isso, querem apenas chamar a atenção. FALSO. A maioria dos suicidas fala ou dá sinais sobre suas ideias de morte. Boa parte dos suicidas expressou, em dias ou semanas anteriores, frequentemente aos profissionais de saúde, seu desejo de se matar. Se uma pessoa que se sentia deprimida e pensava em suicidar-se, em um momento seguinte passa a se sentir melhor, normalmente significa que o problema já passou. FALSO. Se alguém que pensava em suicidar-se e, de repente, parece tranquilo, aliviado, não significa que o problema já passou. Uma pessoa que decidiu suicidar-se pode sentir-se “melhor” ou sentir-se aliviado simplesmente por ter tomado a decisão de se matar. Quando um indivíduo mostra sinais de melhora ou sobrevive à uma tentativa de suicídio, está fora de perigo. FALSO. Um dos períodos mais perigosos é quando se está melhorando da crise que motivou a tentativa, ou quando a pessoa ainda está no hospital, na sequência de uma tentativa. A semana que se segue à alta do hospital é um período durante o qual a pessoa está particularmente fragilizada. Como um preditor do comportamento futuro é o comportamento passado, a pessoa suicida muitas vezes continua em alto risco. Não devemos falar sobre suicídio, pois isso pode aumentar o risco. FALSO. Falar sobre suicídio não aumenta o risco. Muito pelo contrário, falar com alguém sobre o assunto pode aliviar a angústia e a tensão que esses pensamentos trazem. É proibido que a mídia aborde o tema suicídio. FALSO. A mídia tem obrigação social de tratar desse importante assunto de saúde pública e abordar esse tema de forma adequada. Isto não aumenta o risco de uma pessoa se matar; ao contrário, é fundamental dar informações à população sobre o problema, onde buscar ajuda etc. Fatores de risco e de proteção: como identificar o paciente suicida O reconhecimento dos fatores de risco e dos fatores protetores é fundamental e pode ajudar o profissional de saúde a determinar clinicamente o risco e, a partir desta determinação, estabelecer estratégias para reduzi-lo. Os médicos ainda não podem prever exatamente quem irá se suicidar, mas podem tentar reduzir os riscos. O detalhado conhecimento dos fatores de risco pode auxiliar os médicos a delimitarem populações nas quais os eventos poderão ocorrer com maior frequência. Os dois principais fatores de risco são: tentativa prévia de suicídio e doença mental. A tentativa prévia de suicídio é o fator preditivo isolado mais importante. Pacientes que tentaram suicídio previamente têm de cinco a seis vezes mais chances de tentar suicídio novamente. Estima-se que 50% daqueles que se suicidaram já haviam tentado previamente. Sabemos que quase todos os suicidas tinham uma doença mental, muitas vezes não diagnosticada, frequentemente não tratada ou não tratada de forma adequada. Os transtornos psiquiátricos mais comuns incluem depressão, transtorno bipolar, alcoolismo e abuso/dependência de outras drogas e transtornos de personalidade e esquizofrenia. Pacientes com múltiplas comorbidades psiquiátricas têm um risco aumentado, ou seja, quanto mais diagnósticos, maior o risco. A tabela abaixo ilustra os principais fatores de risco associados ao comportamento suicida. Principais fatores de risco associados ao comportamento suicida Doenças mentais Aspectos sociais Depressão; Transtorno bipolar; Transtornos mentais relacionados ao uso de álcool e outras substâncias; Transtornos de personalidade; Esquizofrenia; Aumento do risco com associação de doenças mentais: paciente bipolar que também seja dependente de álcool terá risco maior do que se ele não tiver essa dependência. Gênero masculino; Idade entre 15 e 30 anos e acima de 65 anos; Sem filhos; Moradores de áreas urbanas; Desempregados ou aposentados; Isolamento social; Solteiros, separados ou viúvos; Populações especiais: indígenas, adolescentes e moradores de rua. Aspectos psicológicos Condição de saúde limitante Perdas recentes; Pouca resiliência; Personalidade impulsiva, agressiva ou de humor instável;

Terapia Cognitiva

O que separa você de seus objetivos?

“Se os nossos pensamentos forem simples e claros, estaremos melhor preparados para alcançar nossos objetivos.” (Aaron Beck) Um dos principais desafios diante de tantas situações remete a questão: o que você quer de fato? Afinal, até onde vai o seu desejo e onde começa o do outro? É possível pensar nessas questões de várias maneiras e, como tudo está associado a uma escolha, optamos aqui por uma abordagem que leva em conta não apenas o desejo e a direção que seguimos, mas também como podemos usar a dificuldade a nosso favor. É possível considerar que se sair bem de uma situação cotidiana – pessoal ou profissional – depende, em grande parte, de reduzir o que alguns psicólogos chamam de distância psicológica. Ou seja, diminuir quatro tipos de lacunas: entre você e outras pessoas (distância social), entre o presente e o futuro (distância temporal), entre sua localização física e lugares longínquos (distância espacial) e entre imaginar alguma coisa e de fato vivenciá-la (distância experiencial). Cada vez que surgem impasses, é preciso considerar não só os próprios interesses, mas também os das outras partes (o que reduz a distância social). A forma eficiente de lidar com o tempo significa  prever com precisão quais compromissos serão mais prementes no futuro (distância temporal). É preciso levar em conta não só os objetivos das pessoas com quem nos relacionamos em variados níveis, mas também prever como as situações mudarão ao longo do tempo (distância social e temporal). Complicado? A distância temporal permite que a pessoa estabeleça metas mais desafiadoras. Quando alguém sai de casa para ir trabalhar, cria a separação que lhe permite deixar de lado as preocupações domésticas e se concentrar nas profissionais. E a distância experiencial pode levar a um pensamento mais amplo – esse é um dos motivos pelos quais as supervisões de atendimentos clínicos podem ser transformadoras no caso de alguns atendimentos. Esses exemplos deixam claro que não há um grau especifico de distância psicológica que seja sempre mais adequado. Na vida prática, o ideal é procurar estreitar ou ampliar as lacunas conforme for necessário para alcançar a distância psicológica ideal. E, seguindo essa linha de raciocínio, podemos conseguir isso de duas formas: ajustando a distância ou substituindo um tipo de distância por outro. Uma característica que faz grande diferença no desempenho em momentos críticos é a resiliência, definida como “processo de boa adaptação em face de adversidades, traumas, tragédias, ameaças ou motivos significativos de estresse”, pela Associação Americana de Psicologia (APA, na sigla em inglês). Pessoas resilientes não negam dificuldades ou sofrimentos, mas não se apegam exageradamente a eles. Estudos têm mostrado que algumas atividades ajudam a acessar essa capacidade – e a incrementá-la. Uma delas é ter em mente que qualquer desconforto, por maior que seja, é transitório. Parece óbvio, mas nem sempre é fácil nos lembrarmos disso quando estamos irritados, tensos, ansiosos ou sobrecarregados. Segundo: para se aproximar do que quer, permita-se afastar-se. Os efeitos benéficos de pausas para “descansar o cérebro” já haviam sido mostrados, com grande impacto cientifico, há alguns anos pelo neurocientista austríaco Eric Kandel, ganhador do Nobel de Medicina. Mais recentemente, várias outras pesquisas – entre elas uma recente, realizada em conjunto por cientistas das Universidades de Bolonha e Amsterdã – confirmaram que interromper uma atividade mental que exija concentração por várias horas para se dedicar a uma tarefa alternativa não é só prazeroso ou gratificante, também é produtivo, pois aumenta a eficiência no trabalho ou nos estudos, por exemplo. Outra forma de “encurtar distâncias“ – talvez a mais simples e fundamental – é conectar-se consigo mesmo.  E o melhor jeito de fazer isso é prestar atenção à própria respiração, perceber o movimento de inspiração e expiração e, lentamente, levar o ar para o abdômen. O ciclo de respiração profundas ajuda a diminuir a quantidade de cortisol (o hormônio do estresse) na corrente sanguínea, aumenta a oxigenação cerebral e “avisa” o cérebro que está “tudo bem”, que é possível lidar com a situação , qualquer que seja ela – algo muito útil para encurtar distâncias que às vezes parecem intransponíveis e aproximar a pessoa de si mesma. A terapia cognitivo comportamental contribui na construção desses tipos de distanciamentos através da análise de distorções cognitivas que reforçam emoções de desconforto como tristeza, raiva, ansiedade, angústia, medo, culpa. E na medida em que aproxima de uma consciência plena e ampla sobre si mesmo podemos identificar e reconhecer o que nos satisfaz e o que nos deixa feliz. Assim nos deparamos com pensamentos claros e alternativos para adaptar as mudanças da vida e da convivência.A Supere Psicologia desenvolve habilidades e ensina meios de regulação emocional. A Equipe da Supere Psicologia está sempre ao seu lado! Alessandro Rocha alessandro@superepsicologia.com.br Psicólogo Clínico e Organizacional Psicoterapeuta Cognitivo-Comportamental Psicoterapia EMDR   Alvim, Valéria. O que separa você de seus objetivos? Scientific American Mente Cérebro. Ano XI. Nº 283. São Paulo: Editora Segmento, Agosto de 2016. ISSN 1807156-2

Carreira e Futuro, Educação, Terapia Cognitiva

Carreira e Futuro – Quando a procrastinação se torna em planejamento de vida

Quando a procrastinação se torna em planejamento de vida “Planos não passam de boas intenções, a menos que se transformem imediatamente em trabalho duro” (Peter Drucker) Já parou para pensar o porquê você levanta da cama toda manhã? Começar a definir uma meta é o começo para despertar o sonhador que existe dentro de você para alcançar os seus objetivos. Metas e objetivos nos trazem esperança, nos mobilizam para ação, ou seja, a motivação é quem nos impulsiona para o que pretendemos alcançar. Quando não planejamos de forma eficiente, empurramos as nossas atividades com a barriga ou muitas vezes acabamos culpando as pessoas ao nosso redor por não ter concluído o que se desejava. Isso não é nada bom para quem não quer procrastinar e terceirizar os problemas da vida alheia concorda? A procrastinação se desenvolve através de uma tarefa quando não é executada ou quando o sujeito deixa de tomar determinada decisão no seu cotidiano acompanhado de desconforto e sentimento negativo, como culpa e insatisfação Sabe-se que a preocupação é fonte de sofrimento e angústia significativos. Estudo aponta que a procrastinação e o perfeccionismo relacionam-se a quanto uma pessoa se preocupa (independentemente de como ela se sente, ansiosa ou deprimida, sobre a sua preocupação). A preocupação relacionou-se críticas dos pais e medo do fracasso. Estudos apontam a eficácia da terapia cognitiva comportamental para trabalhar a procrastinação, crenças negativas do sujeito e a forma como ele interpreta o mundo. Segue sugestão indicada pela Terapia Cognitivo Comportamental para contribuir com o gerenciamento do seu tempo e tornar o seu dia mais produtivo: Faça uma lista e descubra de início o que é de total importância ou o que é pouco importante a ser executado por você. Estabeleça o que tem de atividades de alta, média e baixa prioridade. Faça um automonitoramento registrando em um papel onde e quando você se comporta de baixa prioridade e quanto tempo você perde tempo. Faça algo prazeroso após a conclusão de todo projeto e compartilhe com seus amigos como você está conseguindo administrar o seu tempo e conseguindo lidar com as suas emoções e sentimentos reduzindo o estresse e sendo mais efetivo com as suas demandas. O planejamento e a organização são habilidades importantes na projeção da carreira, no entanto as exigências pessoais podem prejudicar o desenvolvimento das mudanças de comportamento. A Supere Psicologia avalia e contribui na elaboração de esquemas cognitivos mais adaptativos e ensinando recursos terapêuticos. A Equipe da Supere Psicologia está a disposição! Flávio Minervino Estudante de Psicologia flaviosilva2403@hotmail.com contato@superepsicologia.com.br BRITO, Fernanda de Souza; BAKOS, Daniela Di Giorgio Schneider. Procrastinação e terapia cognitivo-comportamental: uma revisão integrativa. Rev. bras.ter. cogn.,  Rio de Janeiro ,  v. 9, n. 1, p. 34-41, jun.  2013 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-56872013000100006&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  15  ago.  2017. http://dx.doi.org/10.5935/1808-5687.20130006.

Educação, Terapia Cognitiva

11 de Agosto – Dia do Estudante

O desenvolvimento do potencial cognitivo é habilitar para resolução. O professor Reuven Feuerstein considera a inteligência como processo dinâmico de auto-regulação, onde o indivíduo é capaz de dar respostas á intervenções dos estímulos ambientais.  Isto se consegue através da interação ativa entre o indivíduo as fontes internas e externas de estimulação. Os efeitos desta estimulação ficam garantidos com o mediador que leva o sujeito a uma grande variedade de estratégias e processos condutores à formação de comportamentos que são pré-requisitos para o bom funcionamento cognitivo. O sujeito, então, passa a tomar parte no processo de aprendizagem de forma ativa como processador de informação, estando aberto a modificabilidade cognitiva. Assim, podemos pensar na inteligência, segundo Feuerstein (1980), como dinâmica (na medida em que se auto-regula e pela interação com o meio e outro ser humano); plástica (na medida em que se modifica pelas experiências; quanto maior quantidade e qualidade de estímulos maior a possibilidade de ser flexível); adaptável (na medida em que, quanto mais flexível, maior a possibilidade de ser adaptável). Portanto a inteligência é sinônimo de modificabilidade; está aberta a alterações, independentemente da idade e do grau de dificuldade apresentado pelo sujeito. A Supere Psicologia avalia e contribui na mudança de comportamento e ensinando recursos e habilidades para adaptar as condições.  A Equipe da Supere Psicologia está a disposição! Nadja Lúcia Guimarães Psicoterapeuta Cognitivo Comportamental nadjaguimaraes62@hotmail.com contato@superepsicologia.com.br

Terapia Cognitiva, Transtorno

TOC no Modelo de Terapia Cognitivo-comportamental

O Transtorno Obsessivo Compulsivo costuma se caracterizar pela presença de obsessões ou rituais compulsivos. As obsessões geralmente são de caráter intrusivo, indesejadas, além de provocarem resistências. O modelo cognitivo-comportamental entende tais obsessões como o fenômeno primário e os demais sintomas dentre os quais: hipervigilângia, indecisão e comportamentos evitativos como respostas comportamentais do indivíduo no intuito de buscar diminuir a ansiedade e o desconforto (Cordioli, A. V. 2014).   Nestes casos percebe-se que para o paciente mais importante que o conteúdo dos seus pensamento sé o significado que lhes é atribuído. Desta forma, as obsessões podem ser compreendidas como um estímulo interno que se encontra submetido a um posterior processamento pelo individuo (Caballo V. E. 2013).   Dentro dessa perspectiva, uma estratégia que tem se mostrado eficiente e eficaz nesse sentido é a do auto monitoramento por meio de registro em diário semanal sobre a freqüência e duração dos comportamentos obsessivos relatados. Outra estratégia é registrar, analisar e selecionaros fatores estressores que podem estar influenciando o referido comportamento. Cabem também citar sob o viés da perspectiva cognitivo-comportamental os questionamentos dos pensamentos disfuncionais e auto recompensa quando se consegue diminuir a freqüência e intensidade do comportamento que causa desconforto.   Desta forma, é possível inferir que a terapia cognitivo-comportamental tem se mostrado uma grande aliada no tratamento deste transtorno, auxiliando os pacientes que convivem com os sintomas desagradáveis do TOC a terem melhor qualidade de vida.   A Supere Psicologia avalia e contribui na mudança de comportamento e ensinando recursos e habilidades para adaptar as condições. A Equipe da Supere Psicologia está á disposição!   Renata Lucena Psicoterapeuta Cognitivo Comportamental renapatl@yahoo.com.br contato@superepsicologia.com.br  

Terapia Cognitiva, Transtorno

Saiba como lidar com o o Transtorno de Ansiedade Generalizada – TAG

TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada) É a forma mais comum de ansiedade patológica. Nela a pessoa sente-se grande parte do tempo ansiosa. Com uma pressão antecipatória, uma tensão excessiva e desproporcional aos eventos do dia-a-dia. Pode haver sensação de respiração curta, tremores, taquicardias, insônia (dificuldade de desligar), irritabilidade, baixa tolerância, sensação de estar “a flor da pele”, etc. São sintomas que podem oscilar em intensidade durante o dia, mas são praticamente constantes em boa parte dos dias.   O TAG é um transtorno de ansiedade comum que envolve a preocupação, o nervosismo e a tensão crônicos. Pessoas com esse problema muitas vezes se preocupam com coisas normais, como trabalho, dinheiro e saúde, mas essas preocupações costumam ser mais intensas do que o necessário. Se você ou alguém próximo está sofrendo de TAG, existem muitos tratamentos eficazes que podem ser utlizados. Além do tratamento terapêutico e farmacológico, também existem algumas formas muito eficazes de lidar com a ansiedade em casa. Estas incluem desafiar suas preocupações, relaxar, aprender a se acalmar, aproximar-se de outras pessoas e mudar seu estilo de vida.   O tratamento cognitivo-comportamental tem como objetivo reduzir a ansiedade mediante técnicas que possibilitem auxiliar o paciente a identificar, avaliar, controlar e modificar seus pensamentos negativos relacionados à noção de perigo e a comportamentos associados. Costuma basear-se nos seguintes procedimentos: Psicoeducação Reestruturação cognitiva Ruptura dos padrões comportamentais Modulação emocional Exposição a preocupação   O tratamento cognitivo-comportamental possui um prognóstico favorável, com uma melhora significativa na qualidade de vida da pessoa, mas requer dedicação e empenho do cliente numa aliança colaborativa com o terapeuta.   Medidas para COMBATER a ANSIEDADE – Atividades Físicas Regulares – Alimentação balanceada (evitando estimulantes e álcool) – Medidas contra o estresse (relaxamento) – Terapia (psicoterapia cognitivo-comportamental) – Medicamentos (para cortar a crise ou preveni-las)   Dica 1 – Desafie suas preocupações irracionais. Para fazer isso, você precisa se desafiar também, junto de quaisquer pensamentos irracionais que tiver. Para fazer isso, faça a si mesmo algumas perguntas básicas, como as seguintes: Posso fazer alguma coisa sobre isso? É muito provável que esse problema aconteça? O que aconteceria se o pior resultado possível ocorresse? Posso lidar com o pior resultado possível? Se algo ruim acontecer, o que isso significará para mim? O que posso fazer para me preparar?   Dica 2 – Exercite-se regularmente. Para obter o maior alívio possível da ansiedade, tente fazer 30 minutos de atividade aeróbica na maioria dos dias. Isso ajuda a aliviar o estresse e a tensão, além de estimular a energia física e mental.   A Supere Psicologia avalia e contribui na mudança de comportamento e ensinando recursos e habilidades para adaptar as condições. A Equipe da Supere Psicologia está a disposição e estima sua melhor qualidade de vida!   Alessandro Rocha Psicoterapeuta Cognitivo Comportamental Email: alessandro@superepsicologia.com.br

Terapia Cognitiva

Curso Recursos Lúdicos na Prática Clínica

A Supere Psicologia recomenda e apoia Curso em Recife na área de terapia cognitivo comportamental com crianças em Recife. Ministrado por Vanina Cartaxo estará ministrando o Curso intitulado “Recursos Lúdicos na Prática Clínica”, no dia 29/07, a partir das 08:00 horas, no Hotel Manibu, Boa Viagem, Recife/PE. Inscrições pelo E-mail: cursosrecife@hotmail.com. Fone: 3038-5757. Coordenação com Claudia Maciel.  

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Renata Patrícia

CRP-xx/xxxxx

Psicóloga clínica cognitivo comportamental e organizacional

Pós graduação em gestão da capacidade Humana nas Organizações

Curso de formação em Psicoterapia Cognitivo comportamental

Associada da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas

Associada da Associação de Terapias Cognitivas em Pernambuco

Terapia infantil (a partir de 7 anos), adulto, idoso e familiar

Luiz Santos

CRP–02/22001

Bacharelado em Psicologia pela Universidade Federal de Pernambuco.

Nadja Lúcia Guimarães

CRP-02/12491

Psicóloga Clínica ( atendo crianças, adolescentes,adultos e idosos)

Especialista em Terapia Cognitiva Comportamental.

Especialista em Psicopedagogia Clínica. Formação em Desenvolvimento e Aprendizagem.

Formação em Hipnose Ericksoniana.

Cleóbia Maria

CRP–02/22534

Psicóloga Clínica com Pós-Graduação em Neurociência Clínica.

Atendimentos para adolescentes e adultos.

Treinadora Cerebral (Neurofeedback) Certificada pela Brain-Trainer International.

Alessandro Rocha

CRP-02/11894

Psicólogo Clínico e Organizacional – FAFIRE/PE

CEO do Instituto Supere Conexão e Desenvolvimento Humano

Psicoterapeuta Cognitivo-Comportamental e Terapeuta EMDR

Mestre em Educação para o Ensino em Saúde - FPS/IMIP

Consultor em Gestão de Pessoas, Aprendizagem Organizacional, Mediação da Aprendizagem e Dinâmica de Grupo.

Formação em Treino de Habilidades da Terapia Comportamental Dialética (DBT) e na Terapia Racional Emotiva Comportamental pelo Albert Ellis Institute

Experiência de 16 anos em atendimento psicológico e 18 anos como professor universitário em graduação e pós graduação.

Coordenador e professor de cursos do Instituto Supere.